12 de maio – Dia do Enfermeiro

 

Dia 12 de maio é dedicado aos Enfermeiros. Hospitais e outros órgãos realizam a Semana da Enfermagem, com atividades variadas, desde cursos e palestras relativas à profissão, como atividades de integração, elevação da autoestima etc. Tudo como forma de respeito e agradecimento a esta categoria sem a qual o exercício da medicina fica impossibilitado.

 

Existem profissões que são exercidas por vocação.  Escolhe-las é aceitar um chamado especial, pois exigem dedicação total, espírito de renúncia e um eterno despojar de sua vontade pessoal. Profissões que para muitos pode ser considerado enorme sacrifício, mas para aqueles especialmente escolhidos é o caminho de sua realização pessoal, o cumprimento de sua missão.

 

É assim com a Enfermagem.  Não é à toa que enfermeiras e enfermeiros são conhecidos como “os anjos dos corredores”.

 

Um trabalho quase anônimo, pois poucos pacientes conseguem se lembrar o nome do anjo que lhes aliviou a dor, ajudou a superar o desconforto, trouxe uma palavra de sabedoria naqueles momentos mais difíceis.

 

São responsáveis quase diretos pela vida daqueles que estão sob seus cuidados.  De sua eficiência e competência, e mais ainda, de seu senso de dever, dependem muitas vidas.  

   

Por essa razão, a enfermagem pode ser considerada como um sacerdócio, tanto como a medicina. Com a diferença que seu envolvimento com o paciente é mais intenso e num nível bem mais humano.

 

Na vida agitada, estafante e sacrificada de quem trabalha na saúde, muitas vezes não sobra tempo para palavras carinhosas de elogio ou agradecimento. Por isso, quero nesta crônica, em nome de todos os meus colegas, e sei que posso fazê-lo: meu humilde, sincero e emocionado obrigado a todos vocês, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais da saúde. Afinal, nós, médicos, sem vocês nada seríamos.

 

Parabéns a todos vocês, que se dedicam a tão nobre missão: a de ajudar a salvar e ajudar a trazer novas vidas ao mundo. Tenho certeza que, de onde ela está, a histórica Ana Néri se orgulha de cada um de vocês, e própria a Vida, se pudesse falar, lhes diria: Obrigada, obrigada!

 

NOTA DO AUTOR: Aos 13 de dezembro de 1814, nasceu Ana Justina Ferreira, na Cidade de Cachoeira, na Província da Bahia. Casou-se com Isidoro Antonio Neri, enviuvando aos 30 anos. Seus dois filhos, um médico militar e um oficial do exército, são convocados a servir a Pátria durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), sob a presidência de Solano Lopes.      


O mais jovem, aluno do 6º ano de Medicina, oferece seus serviços médicos em prol dos brasileiros. Ana Neri não resiste à separação da família, escreve ao Presidente da Província, e parte para os campos de batalha, onde dois de seus irmãos também lutavam. Improvisa hospitais e não mede esforços no atendimento aos feridos. Após cinco anos, retorna ao Brasil, é acolhida com carinho e louvor. Faleceu no Rio de Janeiro a 20 de maio de 1880. A primeira Escola de Enfermagem fundada no Brasil recebeu o seu nome.      

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